Família a gente não escolhe!
Consequentemente, diferente do que nos foi ensinado, não é pecado ou crime não amar aquele tio que nem sabe seu nome ou aquela parente que só se aproxima quando quer algo, ou mesmo aqueles parentes, ou parentela, como diz uma amiga, que fazem comentários horríveis em festas e encontros de família ou depreciam e menosprezam cada pequena conquista que é tão importante para você!
Família é afinidade, carinho, reciprocidade.
Certa vez ouvi uma frase que nunca mais esqueci:
ONDE NÃO HÁ RECIPROCIDADE, NÃO SE DEMORE!
Assim o fiz e é libertador!
Muitas vezes fazermos parte de um ciclo genético, que muitas vezes não nos sentimos parte, mesmo que a genética, a aparência e os traços sejam semelhantemente fortes, e a medida que envelhecemos essas questões físicas e a carga genética até mesmo manias e doenças comuns da família ganham seu papel de destaque, mas querer bem, cuidar e amar é outro história.
Mesmo estando cercada de gente que tem o mesmo sangue, muitas vezes você se vê ali perdida naquele meio inadequado e desagradável com a o sentimento de zero pertencimento naquele lugar.
E depois de uma certa idade você entende que é normal não pertencer e o seu lugar é onde você se sente em paz, acolhida e feliz!
Reciprocidade e afinidade sem isso não há como criar verdadeiramente vinculo!
É no dia a dia que vamos criando vínculos de alma, fazendo amigos que verdadeiramente te fazem bem e que merecem o seu amor e atenção!
Não é na felicidade e sucesso que você sabe quem te ama e faz parte da sua vida!
E na dificuldade, no perrengue e no choro que você sabe quem está ali, quem você pode contar!
Como diz Dra.Ana Claudia Quintana nos livros e conversas que ela divulga, é no momento que você precisa ir a um hospital ou precisa realmente de alguém, que você vê quem está ao seu lado para o que der e vir!
E é assim que vamos diminuindo, como um triangulo invertido ou um funil, seu ciclo de amizades até chegar aos que podem ser contados na palma da mão!
Dessa forma a família é a que escolhemos e construímos ao longo dos anos, aquela que está nas nossas orações diárias, é a que segue conosco até o ultimo respirar!
Não adiante deixar os elogios e admiração para o dia do velório, o carinho, reconhecimento e amor tem que ser ditos e demonstrados todo dia como se cada dia fosse o último, pois pode ser mesmo de verdade, então empatia, carinho e reciprocidade é agora, é todo dia, é uma vida inteira!
O resto, são tradições inúteis e desperdício de tempo de vida!
Pense nisso, filtre seus contatos e tira toda toxicidade de sua vida!
Como diz Andréa Vermont, você e sua vida são um solo sagrado, não deixe ninguém vir jogar o lixo dela em seu solo, deixa na sua vida só quem realmente te queira bem ou partilhe com carinho a existência dela com a sua!
Graziela Morais

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