domingo, 2 de agosto de 2026

Sem sexo sim, sem orgasmos jamais!


São só alguns segundos, onde o sangue circula ruborescendo a pele, disparando o coração e pulsando locais que nem imagina pulsar de forma intensa e involuntária, e esse energia se espalha por todo corpo que por milésimos de segundo, e por um momento você perde o controle racional e pensa que será o fim, você não resistirá àquela descarga de energia tão incrível e prazerosa! E logo após aquela quase morte que te deixa em êxtase absoluto você é desligada e relaxa por inteiro.
Por muitas décadas as muitas mulheres foram impedidas de sentir a plenitude dessa sensação e proibidas até mesmo de se tocar e se olhar de forma mais erótica, ela era apenas o instrumento de prazer masculino e o objeto de procriação da humanidade e como mãe era até pecado sentir prazer ou pensar nele de forma autônoma e prazerosa.
Com o empoderamento feminino e descoberta do sexo como um prazer natural, saudável e necessário, acompanhada ou não, nos revelou possibilidades e liberdade para querer o que quisermos! 
A necessidade de um parceiro passou a ser uma opção.
Claro que o sexo a dois é maravilhoso, nada substitui ou substituirá o acolhimento, o calor e ritmo dos corpos, a sensação de acolhimento de adormecer no peito do ser amado e acordar com um beijo quente, já confundindo as pernas como descreve lindamente Chique Buarque e Tom Jobim, angelicalmente cantada por Zizi Possi:
"nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu..."

 E nessa mistura de pernas e braços, cabelos, suor e uma sonolência quase infantil fica tudo perfeito.
Mas nada impede de termos essa sensação prazerosa de forma autônoma e individual, e tenho que discordar da Tom Jobim nessas horas e dizer que é possível ser feliz sozinha SIM, e bem feliz!
Mas toda essa falação é só pra afirmar que o prazer está em nós, os homens tiveram o privilégio de descobrir isso muito cedo, mas o prazer está no cérebro e em cada parte de nós, basta relaxar e explorar.
Hoje temos o privilégio de não nos importar mais com a opinião ou pensamentos dos outros, depois de tantos imposições temos a alegria e liberdade de escolhermos quem queremos na nossa vida para partilhar a vida, o sexo e tudo mais.
Porque sexo também é partilha, é partilhar uma energia única e sua, então é de essencial importância saber com quem você partilha esse momento ou se prefere curtir o momento sozinha quando quiser, onde quiser e do jeito que quiser!
O importante é sentir, pois somos energia e sentidos!
Que nos conheçamos o suficiente para sentir e saber o que nos faz feliz!

Graziela Morais


Família a gente não escolhe!

 

Família a gente não escolhe! 
Consequentemente, diferente do que nos foi ensinado, não é pecado ou crime não amar aquele tio que nem sabe seu nome ou aquela parente que só se aproxima quando quer algo, ou mesmo aqueles parentes, ou parentela, como diz uma amiga, que fazem comentários horríveis em festas e encontros de família ou depreciam e menosprezam cada pequena conquista que é tão importante para você!
Família é afinidade, carinho, reciprocidade.
Certa vez ouvi uma frase que nunca mais esqueci:
ONDE NÃO HÁ RECIPROCIDADE, NÃO SE DEMORE!
Assim o fiz e é libertador!
Muitas vezes fazermos parte de um ciclo genético, que muitas vezes não nos sentimos parte, mesmo que a genética, a aparência e os traços sejam semelhantemente fortes, e a medida que envelhecemos essas questões físicas e a carga genética até mesmo manias e doenças comuns da família ganham seu papel de destaque, mas querer bem, cuidar e amar é outro história.
Mesmo estando cercada de gente que tem o mesmo sangue, muitas vezes você se vê ali perdida naquele meio inadequado e desagradável com a o sentimento de zero pertencimento naquele lugar.
 E depois de uma certa idade você entende que é normal não pertencer e o seu lugar é onde você se sente em paz, acolhida e feliz!
Reciprocidade e afinidade sem isso não há como criar verdadeiramente vinculo!
É no dia a dia que vamos criando vínculos de alma, fazendo amigos que verdadeiramente te fazem bem e que merecem o seu amor e atenção!
Não é na felicidade e sucesso que você sabe quem te ama e faz parte da sua vida!
E na dificuldade, no perrengue e no choro que você sabe quem está ali, quem você pode contar!
Como diz Dra.Ana Claudia Quintana nos livros e conversas que ela divulga, é no momento que você precisa ir a um hospital ou precisa realmente de alguém, que você vê quem está ao seu lado para o que der e vir!
E é assim que vamos diminuindo, como um triangulo invertido ou um funil, seu ciclo de amizades até chegar aos que podem ser contados na palma da mão!
Dessa forma a família é a que escolhemos e construímos ao longo dos anos, aquela que está nas nossas orações diárias, é a que segue conosco até o ultimo respirar!
Não adiante deixar os elogios e admiração para o dia do velório, o carinho, reconhecimento e amor tem que ser ditos e demonstrados todo dia como se cada dia fosse o último, pois pode ser mesmo de verdade, então empatia, carinho e reciprocidade é agora, é todo dia, é uma vida inteira!
O resto, são tradições inúteis e desperdício de tempo de vida!
Pense nisso, filtre seus contatos e tira toda toxicidade de sua vida!
Como diz Andréa Vermont, você e sua vida são um solo sagrado, não deixe ninguém vir jogar o lixo dela em seu solo, deixa na sua vida só quem realmente te queira bem ou partilhe com carinho a existência dela com a sua!

Graziela Morais


Desistir ou descansar? Eis a questão!

Quando o cansaço é extremo nosso primeiro pensamento é DESISTIR!

Não fomos ensinados a DESCANSAR, respirar e recomeçar!

Desistir é mais fácil e nos traz a sensação imediata de satisfação e paz, pois dessa forma tudo fica no mesmo lugar que sempre esteve, nada muda, já que a mudança dói!

A questão é que desistir nos dá essa sensação boa momentânea, mas logo o cérebro já se rebela e percebemos que só houve um adiamento de um problema que está ali, debaixo do tapete aguardando uma decisão.

Descansar e admitir que precisamos de uma pausa, é um processo diário e dolorido para uma geração que nasceu cobrada desde sempre... 

Fomos cobrados desde o ventre, temos que crescer, temos que ser produtivoS, temos que ajudar, temos que ser ágeis, temos que estudar muito, temos que ser ricos, temos que ser bem sucedidos, temos que nos destacar, temos que estar muito bem informados. Numa geração sem internet, ser bem informado nos dava o status e o destaque máximo... aquele que estava atento a tudo 24hs e sabia tudo que estava acontecendo no Brasil e no Mundo. 

Agora não há mais possibilidade alguma de estarmos "bem informados" já que a informação vem como uma metralhadora no peito chegando em segundos diária e violentamente, fugindo do nosso controle e conhecimento tamanha velocidade e praticidade, sempre ao alcance da mão, em nossos celulares, e agora com a agravante que ser uma informação verdadeira ou não o que nos faz perder mais tempo ainda para saber se procede ou é IA ou Fake News.

Na minha geração, ser multitarefa era lindo, uma pessoa ligada no "220W" e fazia muitas coisas ao mesmo de tempo de forma rápida quase insana! Palmas para ela! 

Hoje essa função multitarefas só nos traz Burnout e estresse, nos impedindo de focar no que realmente importa!

Sempre ouvimos que parar é coisa de gente preguiçosa, e temos que estar sempre freneticamente em MOVIMENTO! 

Hoje temos sim que estar em movimento, mas não ignorando nossos limites, mas sim aprendendo coisas novas, focando nossos projetos para que os nosso cérebro entenda que há muito ainda para viver e nos permita seguir com a mente ativa, saudável e feliz!

Muitas pessoas, principalmente nessa nova geração, tem muita dificuldade de ficar em silêncio. Nitidamente perdemos a capacidade de observação e paz interior e ficar em pausa ouvindo o som do nosso próprio coração ou batimento cardíaco por alguns minutos ou segundos. Silenciar ficou, para muitos, é um terror, um pavor, acompanhada da sensação de "perda de tempo" ou mesmo que estarmos ficando "para trás"... Atras de quem??? Do que???

Se nos colocarmos como referência única, de forma generosa e empática, veremos nossa evolução e progresso diário, porque se formos pegar a vida de qualquer outra pessoa para fazer esse comparativo, realmente estaremos sempre em desvantagem histórica, pois cada um tem seu processo e nos comparar será sempre um grande fiasco e fracasso, até porque ninguém posta ou fala das suas derrotas pessoas de forma sincera, o que é informada é sempre as vitórias, conquistas e ostentações então não há como saber o ranking de igualdade que imaginamos.

Ouvir o som do nosso próprio respirar e esperar que a resposta que procuramos é um caminho que nos presenteia sempre com bons resultados.

A necessidade de estar sempre falando e cercado de pessoas, em ambientes lotados e barulhentos e ruidosos, nos impede de ter esse momento com nós mesmos tão importantes para achar caminhos ou possíveis soluções e não desistir do que queremos. 

Nos livrar dos anestésicos e paliativos que nos entorpecem e nos tiram da realidade só nos fazem nos perder de nós mesmos e nos fazem seguir hipnoticamente junto da manada num fluxo inútil e sem sentido.

PARAR PARA SE MANTER EM MOVIMENTO, hoje faz todo sentido, pois parar diante do caos e dos momentos doloridos da vida que parecem nos sufocar nos faz retornar, retomar e sentir o que devemos fazer porque no fundo todas as respostas já estão em nós, só precisamos de paz para ouvir.

Nem tudo está sob nosso controle, e essa percepção nos faz perceber o que realmente vale os nossos esforços e energia vital gasta diariamente.

O movimento consciente nos mostram que estamos vivos e presentes em nossa própria existência, mas a pausa ou o parar estratégico e simples, nos RECONECTA com nossa própria essência e propósito de vida!

Então, SILENCIE, respire, se ouça, siga em paz fazendo o que é possível sendo feliz no processo seja ele qual for!

Graziela Morais